quinta-feira, 12 de novembro de 2009, 20:18

E eu não queria mais essa confusão. Eu não queria mais essa sonolencia. Eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi - em qual privada eu vomitei sangue e afoguei meu eu? Não estou mais. Não sou mais. O vazio está me engolindo com doçura. Lentamente. E logo eu estarei seco como as páginas dos livros que eu leio. Fino como elas. Negado, como as figuras cadavéricas que eu procuro. Eu não sinto mais, o absoluto absurdo. Aonde está aquela dor? Ao menos ela me fazia companhia. Aonde estava o objetivo? Quando tudo se derreteu e eu comecei a viver morto, vivendo no escuro.

Preciso voltar. Mas nenhum porto parece visivel.

A terra está longe. Eu irei definhar.


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