quinta-feira, 7 de janeiro de 2010, 19:18

Não posto muito pq detesto a pessoa que sou aqui.
Não gosto do meu T.A pq ele é a unica coisa pela qual eu sou remotamente apaixonado.


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009, 20:21
sorvete e Julia Child

Eu vim no busão pensando numa postagem melancolica, seguindo a linha das anteriores, movido por um mal estar característico de quem não come o suficiente - havia comido 750 calorias até então, o que parecia uma redundancia enorme para mim, mas não para o meu corpo. Minhas mãos tremiam e minha cabeça girava. Meu estomago queimava. Havia acabado de assistir o adoravel filme Julie e Julia, sobre os prazeres da boa culinaria, da vida e do amor. É um filme legal, que um dia, juntamente com outras historias, vai render um escrito meu. Quando sai, é claro, foi ao banheiro para me autoflagelar diante do espelho, odiando meu corpo enorme e gordo, segundo minha opinião. Foi nesse terrivel estado de espirito que vim chacoalhando dentro do onibus, amaldiçoando minha gordura e o fato de eu não estar andando a pé como deveria. Mal conseguia ler com meus olhos cegos de inanição parcial. Meu otimismo sagiatariano não permitiu que eu ficasse assim durante muito tempo. Desci e seguindo pela rua me deparei com uma sorveteria. Sai de lá com 78 gramas de uma mistura gelada de chocolate, crocante e menta. Minha visão clareou, meus passos se tornaram mais firmes. Poizé. Me fez bem, me devolveu um pouco a estrutura. Nós subestimamos isso. Essa sensação boa de ter o corpo bem alimentado. Não buscar na comida um escapismo ou consolo ou valvula de escape. Mas buscar no alimento uma fonte de energia. A força que vc precisa para, juntamente com outras fontes, lidar com a loucura do mundo. Isso me lembrou o filme que eu acabara de ver. Julia e Julie entendiam isso. Que comida é importante e que o amor a comida não é um defeito - a boa comida, é claro. Os franceses são famosos por sua culinaria. Enquanto os americanos são famosos por sua obesidade. No país do segundo impera a junkie food, enquanto os franceses, que comem pão, queijo e vinho, mantem a forma. A fast food e os alimentos industrializados, não por acaso, não exigem muito de quem os prepara. Nenhum amor ou dedicação são colocados num big mac. Ninguem manuseia com capricho pratos assim. E essa é a comida que mais engorda. Sabemos como viver em equilibrio. Sabemos que não é nas embalagens de bolachas recheadas que vamos encontrar saude, mas muitas vezes, no calor fresco de um prato feito a mão. Sabemos que o equilibrio está num prato colorido e longe de conservantes, acidos e outras quimicas. Sabemos que no comer frutas, verduras, carboitratos e proteinas e gorduras mais saudaveis, feitos com cuidado reside a chave para uma existencia longe de muitos problemas médicos. Mas ainda assim o mundo cada vez mais se divide entre obesos e pessoas em eternas dietas. De certa forma é triste. Triste que pratos deliciosos sejam abominados em busca da nociva magreza enquanto por outro lado comida gordurosa e ruim seja celebrada em forma de uma venenosa gordura. Julia Child, que morreu em 2004, deve estar se revirando no tumulo. Quanto a mim, sei que amanhã (ou mesmo ainda hoje) estarei me arrependendo por esse sorvete, enojado com meu corpo e passando fome ou vomitando outra vez. Mas, como todo sagitariano bem humorado e otimista, espero que um dia isso mude.


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quinta-feira, 12 de novembro de 2009, 20:18

E eu não queria mais essa confusão. Eu não queria mais essa sonolencia. Eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi - em qual privada eu vomitei sangue e afoguei meu eu? Não estou mais. Não sou mais. O vazio está me engolindo com doçura. Lentamente. E logo eu estarei seco como as páginas dos livros que eu leio. Fino como elas. Negado, como as figuras cadavéricas que eu procuro. Eu não sinto mais, o absoluto absurdo. Aonde está aquela dor? Ao menos ela me fazia companhia. Aonde estava o objetivo? Quando tudo se derreteu e eu comecei a viver morto, vivendo no escuro.

Preciso voltar. Mas nenhum porto parece visivel.

A terra está longe. Eu irei definhar.


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009, 20:24
Do outro lado da Dinamarca

House voltou e me deixou alegrinho.
Esses 5 dias sem amostras de bulimia me deixaram alegrinho.
O que tenho a minha frente - anorexia - me deixa...
é. A indiferença continua. Cada vez mais proximo de Dexter, fazendo o diabo para me sentir vivo. Mesmo que isso signifique estar quase morto.

Escrevendo feito um louco, nesses tempos. Thomas me toma completamente, embora eu queira me dedicar a outros contos. Enchendo loucamente a Brenda com minhas fantasias chatas daquele gaydacu. Tenho projetos. Tenho coisas a fazer. Tenho motivos para ficar vivo mas então...?

Anyway, estou feliz. Com sorte, Thomas será absolvido em menos de um mês, e eu poderei me dedicar a personagens menos sombrios, e sem tantas caracteristicas em comum com as minhas.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009, 15:53
Descrevendo o pecado

Para quem sabe o que é uma compulsão de verdade, uma revolta do corpo, um protesto á tortura das proprias mãos. Não mimimi queria ter feito um LF de 200 mas comi 400.

A cozinha é branca (fome), você mastiga a casca do pão, tentando se enganar (fome) mas não dá porque -

acontece rápido.
A nutela, e você gostaria de sentir o gosto. Sua avó entra enquanto há manteiga sendo passada pela torrada e você atua, fazendo caras e bocas, sua mente distante, suplicando para que ela vá embora para que você possa enfiar mais comida na boca. Oito fatias já se foram. Um iogurte tambem. Nacos de chocolate. A fome é cega e implácavel, assim como você, que sangra e morre ao se livrar do pecado, minutos depois, curvado e zonzo, o chuveiro ligado.

Não há amigo imaginário que possa te salvar do seu corpo nesses tempos insanos. Não há a foto de fucking thinspiration que te absolva e te controle.

''O corpo, afinal, é inescapável.''

Sua unica salvação (mortalha) é a bulimia.


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009, 20:32
Algumas verdades

Estou com fome.
Muita fome.
há um grande buraco de acido e chá gelado no meu estomago. São quase 21 horas sem comer. É nesses momentos raros de lucidez que se percebe o quão errado é negar alimento ao corpo que você é. Como é terrivel e contra a natureza. Mas eu me afasto do são, da luz e do calor, para me envolver novamente na frieza de minhas proprias mãos impiedosas. Meu corpo surgiu nas proporções errados, ele fodeu comigo e por isso eu sou excessivo. Logo, merece ser castigado.
Isso não muda o fato dessa fome dilacerante que eu não posso nem consigo saciar, existe.
-//-
amanhã, 100 calorias. Fazendo uma 'dieta' que eu criei rs 0,1,2,3,4,5. É facil concluir o que esses algarismos significam. Um pouco mais de mim: Detesto anas e mias. Detesto o termo miar. Não gosto de NFs nem de LFs. Parem de maquiar a insanidade, seja ela verdadeira ou não.

Saiu Honey e Clover hoje. Esqueci meu Grande Gatsby na escola, damn. Vou ver se meu pai me dá um livro. Senão, continuo com Ligações Perigosas.


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sábado, 19 de setembro de 2009, 02:36
Nana 13

E temos os espelhos.
E temos o odio feroz, o unico alimento para uma alma vazia.
Acordando todos os dias para (morrer) emagrecer.
360 hoje.

-//-
Seria melhor se eu fosse um pouco menos Dexter/Takumi/Voldemort. Só me indentifico com homens de coração gelado e ocos do essencial. Queria viver de verdade. Fuck. Blog pessimista, não combina comigo. Sou incrivelmente bem humorado, na verdade. Mas...

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009, 16:40
See you soon.

Brevemente, as formalidades.
Saibam apenas da maça podre, de Lord Voldemort, e da inanição.
22 horas, já. Morrendo constantemente, sou feliz mesmo dessa forma.
Bizarro. Seria humano?
Até logo.

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